A ascensão dos micro apartamentos
Os apartamentos studio voltaram à pauta e pelo visto não deixarão os holofotes tão cedo. Depois dos efeitos iniciais da pandemia, quando aumentou a procura por imóveis com mais espaço e contato com a natureza, os studios retomaram o protagonismo, desde o formato de microapartamentos até os compactos de luxo.
Foram 5.066 studios de até 30m² lançados na cidade de São Paulo nos primeiros cinco meses de 2022, contra apenas 30 colocados no mercado em 2016. Enquanto isso, o lançamento de apartamentos com área entre 30 m² e 45 m² saltou de 29% para 50,8% neste ano - ou seja, já representam a maior parte das unidades disponibilizadas no mercado.
Parte desta boa fase se deve ao aumento do número de pessoas que moram sozinhas no Brasil. A quantidade cresceu 43,7% nos últimos dez anos, de acordo com o IBGE, somando aproximadamente 11 milhões de pessoas. Neste cenário, os studios ganham relevância e afastam o rótulo de modismo.
Este segmento está sendo decisivo para movimentar as vendas. De acordo com o Secovi-SP, entre junho de 2021 e maio de 2022 foram negociados 69.614 novos imóveis, um aumento de 14,9% em relação ao mesmo período do ano anterior - alta creditada ao boom dos microapartamentos. O perfil das pessoas que procuram por esses imóveis é essencialmente de jovens, solteiros ou recém-casados que buscam um lugar próximo de onde trabalham e estudam.
Também influencia neste perfil a movimentação da chamada geração canguru, formada por jovens de 25 a 34 anos que ainda moram com os pais. Por passarem pouco tempo em casa, na hora de buscar um teto para morar sozinhos, tendem a optar por opções econômicas, como os microapartamentos.





